Anais científicos

SEFE11

Trabalho
Científico

Eixo temático:

provas-de-carga-previas-e-de-verificacao-de-desempenho-ensaio-de-carregamento-dinamico-teste-bidirecional
Cód: 7266

Título:

Determinação da Carga de Ruptura em Estacas Hélice Contínua Através do Ensaio de Carregamento Dinâmico Com Energia Crescente

Palavras-chave:

Estacas Hélice Contínua;Ensaio de Carregamento Dinâmico;Energia Crescente;Energia Complementar;Carga de Ruptura

Autores:

DANIEL KINA MURAKAMI , JEAN FELIX CABETTE , WAGNER DE OLIVEIRA MONZANE (1)

Instituições:

(1) FM RODRIGUES

Resumo:

No Ensaio de Carregamento Dinâmico (ECD), é consenso no meio técnico que a ruptura geotécnica do sistema solo-estaca é necessário que se tenha uma nega no golpe de no mínimo 2 mm (Fellenius, 1984; Likins, 1996). Entretanto, no Ensaio de Carregamento Dinâmico com Energia Crescente (ECDEC) proposto por Aoki (1997), a ruptura geotécnica ocorre quando a energia complementar atinge um máximo. Este artigo tem como objetivo mostrar que o critério de nega mínima indicada por Fellenius (1984) e Likins (1996) na verdade se trata de uma condição necessária. Entratanto, não é suficiente para garantir que se atingiu a ruptura geotécnica no ECDEC. Em estacas moldadas in loco, o autor principal deste artigo tem observado que o conceito de energia complementar, proposto por Aoki (1997), permite uma melhor visualização para se verificar a proximidade da ruptura. Em outras palavras, conforme Aoki (1997) já observou, há casos de obra onde a carga mobilizada (RMX) continua aumentando com o aumento da energia aplicada, mesmo que a nega já tenha atingido um valor mínimo de 2 mm. Em um caso de obra de edifícios residenciais localizados em São Paulo, SP, foram realizados ECDEC em estacas hélice contínua de diâmetro 40 cm para até 50 tf, comprimentos da ordem de 13,0 m. O subsolo local indicava a presença de argila siltosa com valores de Nspt crescentes com a profundidade, atingindo valores da ordem de 25 golpes nos últimos metros, até cerca de 16 metros de profundidade. O nível d’água foi encontrado aos 4,5 m. Os ensaios mostraram claramente que RMX continuava a crescer mesmo com negas maiores que 2 mm por golpe. Em alguns casos, como por exemplo nas estacas E32A e E20, mesmo com uma nega bastante elevada de 11 mm a estaca ainda aumentou RMX. Seguem os resulatdos do Método Case obtidos em campo: Estaca 32A H (cm): 40, 80, 120, 140, 160, 180 RMX (tf): 59, 58, 65, 81, 78, 83 Nega (mm): 1,0; 3,0; 5,5; 6,5; 6,5; 11,0 Estaca E01 H (cm): 40, 80, 120, 140, 160, 180, 200 RMX (tf): 54, 64, 74, 79, 90, 96, 101 Nega (mm): 1,5; 4,0; 6,0; 7,0; 8,0; 9,0; 9,5 Estaca E20 H (cm): 40, 80, 120, 140, 160, 180, 200 RMX (tf): 45, 48, 61, 70, 79, 90, 95 Nega (mm): 1,0; 3,0; 5,5; 7,0; 7,5; 9,0; 11,0 Os resultados demonstram que interromper o ECDEC ao atingir 2 mm de nega levaria a cargas mobilizadas significativamente inferiores às obtidas com golpes de maior energia, mesmo com negas elevadas. Na estaca E20, por exemplo, o RMX foi de 48 tf com nega de 3 mm em um golpe de 80 cm, enquanto que em um golpe de 200 cm, o RMX atingiu 95 tf com nega de 11 mm. A aplicação de golpes de maior energia, mesmo com negas superiores a 2 mm, mostrou-se eficaz para mobilizar cargas maiores, desde que verificada a segurança da estaca contra danos, como observado nos casos de obra analisados, onde não houve indícios de danos.

Evento criado e realizado, desde 1985, pela

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