Anais científicos
SEFE11
Trabalho
Científico
Título:
Palavras-chave:
Autores:
Instituições:
Resumo:
Uma multinacional chinesa, uma das maiores do mundo na comercialização e distribuição de commodities agrícolas, arrendou área no Porto de Santos, trazendo investimentos pesados em novas estruturas para sua operação, e para ampliar a capacidade operacional no Porto, frente a contrapartida da execução das obras de Reforço do Cais 12, que será operado por uma empresa que será deslocada do atual local onde a empresa chinesa irá operar. As obras de reforço do Cais 12, envolve a execução de uma cortina de contenção do cais, que irá se sobrepor à atual contenção secular existente, que está em risco de ruína, frente a um processo de dragagem realizado anos atrás. Esse reforço se tornou necessário para possibilitar um futuro aumento de 6 m do calado atual, o que permitirá a atracação de navios de maior capacidade e calado. A obra apresenta grandes desafios logísticos, frente a largura estreita do canteiro, e desafios geotécnicos, frente ao terreno composto por um aterro de ~12 metros de espessura, seguido de uma camada de ~30m de espessura com predominância de argila marinha mole, de baixa resistência. A solução inicial contemplava a construção de uma cortina de estacas pranchas cravadas, ancoradas por um sistema de tirantes e parede de concreto armado corrida (“morto). No entanto, após investigações geotécnicas adicionais especiais, o sistema de ancoragem por tirantes não se mostrou viável, frente as altíssimas cargas obtidas dos cálculos. Dessa forma, as alternativas estruturais adotadas foram a execução de cortina de estacas prancha no trecho menos solicitado da obra, e a execução de cortina de estacas tubo-tubo no trecho mais solicitado. A contenção tipo “tubo-tubo” contempla um travamento com vigas tirantes de concreto armado, ancoradas em cavaletes de estacas raiz, composto de 2 estacas cada. Cada binário de estacas é formado por uma estaca inclinada a 10° em direção ao mar, com carga de compressão de 125 tf, e outra inclinada a 25° em direção à ferrovia, com carga de tração de 95 tf. As estacas do cavalete estão sujeitas a grandes esforços de flexão, o que exige que tenham um diâmetro mínimo de 450 mm, pelo menos nos 12 primeiros metros do fuste. Esse requisito, somado à presença de enrocamento, fez com que a utilização de camisas metálicas de 18” fosse a única opção viável, pois servem como forma para conter a argamassa e atuam como reforço estrutural. A camada de enrocamento é um dos maiores desafios na perfuração das estacas raiz. Para superar esse obstáculo, foi adotado um sistema de martelo de fundo e bits de arrasto, acoplados a anéis de aço, que permitem que o martelo perfure a camada de enrocamento enquanto carrega os revestimentos, evitando desmoronamentos sobre o mesmo. Após a perfuração dessa camada, o martelo de arrasto é removido e a perfuração continua com revestimentos convencionais de 14” (para estacas raiz de 400mm), e depois, embutida na alteração de rocha. A profundidade final das estacas varia entre 40 e 45 metros.
Evento criado e realizado, desde 1985, pela
Patrocínio Platina
Patrocínio Ouro
Patrocínio Prata
Patrocínio Bronze
Organização
Apoio Técnico e Institucional
Apoio Institucional
Apoio de Divulgação