Anais científicos
SEFE11
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Considerando a quantidade expressiva dos complexos eólicos instalados no Brasil nos últimos anos, especialmente no nordeste brasileiro, e a importância dos estudos geotécnicos para implantação e escolha dos locais dessas obras, este trabalho relata a sequência de investigações geotécnicas e geológicas realizadas para elaboração do projeto e durante a implantação de um parque eólico na região Nordeste do Brasil. A análise contempla sondagens a trado, a percussão (SPT) e rotativa, investigações geofísicas, caracterização do solo, ensaios de adensamento e ensaios de prova de carga sobre placa. O trabalho apresenta os resultados dessas investigações, buscando correlacioná-los e discutindo os resultados. A região onde foi implantado o Complexo Eólico possui clima semiárido, com temperaturas elevadas e grande amplitude térmica, vegetação predominantemente de caatinga e relevo acidentado, com altitudes variando entre 600 e 800 metros. O solo da região foi caracterizado por uma camada superficial de areia cascalhosa, não plástica, marrom e muito compacta, com espessura variando entre 1,06 e 3,08 metros. Abaixo dessa camada, foram encontrados quartzitos fraturados e alterados, com grau de fraturamento variando de 3 a 5, e em alguns pontos, siltitos. A profundidade em que a rocha foi encontrada variou entre 1,06 e 3,08 metros, dependendo da localização. Não foi identificado nível d”água (N.A.) nas sondagens realizadas. Os ensaios de prova de carga sobre placa, realizados nas plataformas de montagem e no fundo das cavas das fundações, apresentaram recalques considerados satisfatórios. Nas plataformas, os recalques totais variaram entre 1,5 mm e 3,61 mm, com média de 2,23 mm, enquanto no fundo das cavas, os recalques totais variaram entre 1,19 mm e 5,62 mm, com média de 3,09 mm. Esses resultados indicam que o solo, mesmo quando inundado, apresentou comportamento estável sob carga, sem evidências de colapso. Os ensaios de adensamento, realizados a 1 metro de profundidade, revelaram que 66% das amostras apresentaram potencial de colapso, classificando-se como “problemáticas” ou com “problema moderado”. No entanto, os ensaios de prova de carga, realizados em profundidades maiores (2,00 a 3,50 metros), não confirmaram essa tendência, sugerindo que a colapsibilidade pode estar mais associada às camadas superficiais do solo. As investigações geofísicas identificaram a presença de fraturas e cavidades no subsolo, que foram tratadas com injeções de calda de cimento. Após o tratamento, as sondagens geofísicas mostraram que as fraturas foram preenchidas de forma eficaz, com resistividades elevadas (acima de 1500 Ohm.m) indicando a consolidação do material. Dessa forma, o solo da região mostrou-se adequado para a implantação do parque eólico, com comportamento satisfatório tanto nas plataformas de montagem quanto nas fundações, após o tratamento das fraturas e cavidades identificadas.
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