Anais científicos
SEFE11
Trabalho
Científico
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As provas de carga estática (PCE) e dinâmica (PCD) em estacas são utilizadas em diversas regiões do Brasil como uma forma de controle de fundações, permitindo a verificação das premissas de projeto. Este artigo tem como objetivo apresentar uma visão um pouco diferente do que normalmente é apresentado em livros didáticos, mostrando observações que o autor vivenciou ao comparar os dois ensaios em diversos casos de obras. O foco principal deste artigo é a PCE, comentando os procedimentos executivos e quais destes detalhes podem afetar o resultado do ensaio, podendo apresentar divergências quando comparados com ensaios com maior qualidade de execução. Na PCE convém destacar a forma como é realizada a leitura da carga aplicada. A NBR 16903 permite a leitura da carga aplicada através de um manômetro (MA) ou célula de carga (LC). Entretanto, diversos autores verificaram que pode haver um erro de leitura do manômetro em relação à célular de carga (Fellenius, 1988; Velloso e Lopes, 2010, Murakami et. al., 2020, 2022, 2023, 2024). De forma geral, estes autores concordam que o uso da célula de carga permite uma maior precisão em relação à leitura da carga aplicada. Além disso, supõe-se a manutenção da carga aplicada em cada estágio com certas tolerâncias. Entretanto, à medida que a estaca se desloca ocorre perda de pressão hidráulica, causando redução da carga aplicada, o que necessita diversas reaplicações de pressão ao longo do mesmo estágio. England e Fleming (1994) citam que este fato pode ser um problema se o controle da carga aplicada é realizado manualmente, uma vez que a razão deste requisito geralmente não é entendida. Obervações claramente mostram que a acurácia não é levada em consideração como sendo algo importante e os executores da prova de carga não recuperam a carga aplicada com regularidade. O efeito desta não recuperação da carga causa um menor deslocamento da estaca. Neste contexto, caso o executor não faça a recuperação da carga no momento correto, poderá inclusive sair da faixa de tolerância da carga aplicada neste estágio, não atendendo à NBR 16903. Isso certamente não irá aparecer no relatório, uma vez que ao incluí-lo, o executor estaria comprovando o descumprimento da norma. Na prática, não há como saber se o executor atendeu com rigor essa tolerância, a não ser que tenha fiscalização em campo ou automação de leituras de carga. Propõe-se neste artigo o seguinte procedimento em cada estágio: 1) anotar leitura da LC simultameamente à leitura de deslocamentos; 2) anotar os valores mínimos e máximos entre leituras no estágio. Quanto menor for a diferença entre leitura máxima e mínima da LC no estágio, maior será a qualidade de execução da PCE. Quando há grande deslocamento da PCE esse critério de qualidade vai exigir maior cuidado do executor, uma vez que a frequência de recuparação da carga será maior. A conclusão é de que estes fatores mencionados e que serão aprofundados no artigo mostram que a forma de condução da PCE pode afetar o resultado, apesar de normatizado pela NBR 16903.
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