Anais científicos

SEFE11

Trabalho
Científico

Eixo temático:

provas-de-carga-previas-e-de-verificacao-de-desempenho-ensaio-de-carregamento-dinamico-teste-bidirecional
Cód: 7352

Título:

Análise comparativa entre os resultados de provas de carga dinâmica e da Fórmula dos Dinamarqueses em estacas pré-moldadas de concreto

Palavras-chave:

Estaca curta;Estacas pré-moldadas de concreto;Prova de carga dinâmica;Métodos dinâmicos

Autores:

LUIZ EDUARDO MONTEIRO MARCELINO , EDMIR JOSÉ DOS SANTOS JÚNIOR , PAULA FLORES RUBIÑO MELO

Instituições:

,

Resumo:

Este estudo avalia a confiabilidade da Fórmula dos Dinamarqueses na estimativa da capacidade de carga de estacas pré-moldadas de concreto, comparando seus resultados com provas de carga dinâmicas (PCD). O trabalho faz uso de 31 PCD realizadas em estacas pré-moldadas de concreto, com diâmetros (D) de 26 cm e 33 cm e comprimentos (L) variando entre 6,4 m e 11,4 m, em uma obra localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro/RJ. A relação entre comprimento e diâmetro, L/D, variou entre 19,4 e 37,7, sendo 28 das 31 estacas ensaiadas com L/D menor que 30, o que permite considerá-las, majoritariamente, como estacas curtas (Poulos e Davis, 1980). Os ensaios foram realizados com martelo de queda livre de 3,5 ton, com altura de queda entre 70 cm e de 100 cm. Os dados obtidos nas PCD foram interpretados pela teoria da equação da onda, a partir da metodologia CAPWAP (Case Pile Wave Analysis Program), a qual permite a separação entre as parcelas dinâmica e as estática do ensaio. Com isso, a resistência estática (RU) do elemento é determinada após a realização, iterativa, do ajuste entre os sinais de velocidade e/ou força medidos e calculados a partir do modelo numérico, bem como das informações do perfil geotécnico. As resistências estáticas (RU) determinadas pelo CAPWAP foram comparadas com a resistência (Rdin) obtida pela Fórmula dos Dinamarqueses, método dinâmico que utiliza o equilíbrio entre a energia potencial do martelo e o trabalho realizado durante a cravação, considerando também as perdas envolvidas no processo. Essas perdas devem-se, principalmente, ao atrito dos componentes do sistema de cravação, as deformações elásticas do solo e da estaca e ao repique do martelo. A respeito dos modelos dinâmicos de previsão de carga, Velloso e Lopes (2010) alertam que eles não fornecem diretamente a resistência estática, mas a resistência à cravação (Rdin), sendo necessária a utilização de fatores de correção para que seja determinada a carga admissível (Padm) a partir dessas fórmulas. No entanto, uma vez que, especificamente para a Fórmula dos Dinamarqueses, o fator de correção recomendado por Sorensen e Hansen (1957) é igual a 2,0 (Padm=Rdin/2), valor comumente utilizado como fator de segurança a ser aplicado na resistência estática obtida na PCD (Padm=RU/2), entende-se que uma comparação entre (RU) e (Rdin) possa ser realizada. Os resultados indicaram que os resultados obtidos pela Fórmula dos Dinamarqueses foram superestimados em relação aos da PCD. Esses resultados estão condizentes com os encontrados pelos autores Vieira e Lopes (2021). Os pesquisadores analisaram dados de três fundações em estacas pré-moldadas de concreto, com estacas de comprimento variando entre 3,70 m e 32,20 m, e observaram que, nas estacas curtas (i.e., com relação L/D menor que 30), a Fórmula dos Dinamarqueses tende a retornar resultados menos conservativos se comparados aos do ensaio dinâmico. A partir dos dados analisados neste trabalho, foi também verificada uma tendência de que RU/ Rdin seja tão menor quanto menor for a relação L/D da estaca, o que corrobora a limitação da Fórmula dos Dinamarqueses para estacas curtas.

Evento criado e realizado, desde 1985, pela

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