Anais científicos

SEFE11

Trabalho
Científico

Eixo temático:

fundacoes-de-edificios
Cód: 7241

Título:

Análise da Capacidade de Carga de Estacas Pré-moldadas com Metodologia de Controle de Estaqueamento

Palavras-chave:

Estacas Pré-Moldadas;Ensaio de Carregamento Dinâmico;Protocolo Benaton;Métodos Semi Empíricos

Autores:

JEAN FELIX CABETTE , DANIEL KINA MURAKAMI , EDUARDO SILVEIRA EROICO (1)

Instituições:

(1) EROICO FUNDAÇÕES LTDA

Resumo:

Este estudo de caso aborda a execução de fundações com estacas pré-moldadas de seção quadrada 20x20cm, para cargas de trabalho de até 30tf, em uma obra situada em São Paulo, SP. O objetivo deste trabalho consiste na análise das cargas das estacas, confrontando os resultados obtidos em campo com as estimativas dos métodos semi-empíricos, através da implementação de uma metodologia de controle de estaqueamento. Na etapa de projeto, foram empregados os métodos semi-empíricos de Decourt & Quaresma (1982) e Aoki & Velloso (1985) para a estimativa da capacidade de carga das estacas. Durante a fase de execução, adotou-se o Protocolo Benaton, um procedimento de campo rigoroso, com a finalidade de otimizar os critérios de cravação e assegurar um controle preciso da cravação das estacas, visando atendimentos das premissas do projeto. As sondagens mostraram uma camada de areia siltosa, com espessura da ordem de 2 a 3 metros, seguida por argila silto arenosa originados de sedimentos terciários da bacia de São Paulo com valores de Nspt crescentes com a profundidade, atingindo valores da ordem de 30 golpes nos últimos metros, entre 7 a 8 metros. Os comprimentos cravados das estacas apresentaram uma variação entre 6,7 e 7,8 metros, com um valor médio de 7,5 metros. A paralisação das estacas foi definida por uma nega para 10 golpes inferior a 20mm. Com base nos resultados das análises CAPWAP, foram determinados valores médios de resistência lateral (7,50 tf/m²) e resistência de ponta (996,0 tf/m²) das estacas. A partir destes resultados, tornou-se possível estabelecer a seguinte expressão matemática para a previsão da capacidade de carga das demais estacas da obra: Pmob (CAPWAP) (tf) = L (m) × U (m) × 7,50 tf/m² + Aponta (m²) × 996 tf/m² Onde: • L: Comprimento cravado da estaca (m) • U: Perímetro colado da estaca (m), neste caso 0,8m • A: Área da seção transversal da estaca (m²), neste caso 0,04m² Por meio da retro análise das estacas executadas, utilizando a expressão supracitada, constatou-se que os fatores de segurança globais médios se mostraram superiores a 2,0 em todas as estacas, atendendo, dessa forma, aos requisitos estabelecidos pela NBR 6122:2022. A aplicação do Protocolo Benaton possibilitou o controle do estaqueamento, garantindo que nenhuma estaca apresentasse e que todas as premissas de projeto fossem integralmente satisfeitas. Adicionalmente, o estudo evidenciou uma boa convergência entre os resultados obtidos em campo e as estimativas de capacidade de carga realizadas com o método semi-empírico de Aoki & Velloso (1985), corroborando a eficácia da metodologia adotada. Convém destacar que a expressão matemática indicada neste artigo se aplica apenas para o caso de obra em questão, não sendo recomendado o seu uso em outras obras. Em cada obra deverá ser feita a calibração da fórmula com base nos resultados do CAPWAP.

Evento criado e realizado, desde 1985, pela

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