Anais científicos
SEFE11
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O artigo mostra um caso de obra de um edifício na região da zona leste de São Paulo, SP. O projeto inicial previa fundações com estacas pré-moldadas circulares de diâmetro 30 cm para 40 tf, diâmetro 40 cm para 70 tf e diâmetro 50 cm para 100 tf. Os comprimentos estimados foram entre 16 e 26 metros. A construtora responsável pela obra apresentava restrições orçamentárias e solicitou um estudo alternativo para otimização das fundações. Esta obra em questão é próxima ao caso de obra descrito por Cabette e Murakami (2024), onde foram utilizadas estacas pré-moldadas de diâmetro 38 cm com 28 m de profundidade para até 100 tf, comprovadas através da realização de ensaios de carregamento dinâmico (ECD). Nestas condições, havia a possibilidade de redução do diâmetro das estacas, mantendo a mesma quantidade de estacas por pilar. Idealizou-se as seguintes estacas: 26,5×26,5 cm para até 70 tf e 29,5×29,5 cm para até 100 tf. Foi utilizado um martelo de queda livre de 6.000 kg. As sondagens mostravam uma camada de argila mole, de espessura da ordem de 11,0 m, seguida de areia com valores de Nspt crescentes com a profundidade, atingindo valores da ordem de 30 golpes nos últimos metros, entre 16 e 26 m de profundidade. Durante a execução das estacas prova, o procedimento de campo descrito por Cabette e Murakami (2023) foi implementado para otimizar os critérios de cravação e garantir um controle preciso da instalação das estacas, visando atender às cargas especificadas. O processo envolveu três etapas principais: 1) Monitoramento da Cravação: A cravabilidade foi monitorada em tempo real utilizando o PDA (Pile Driving Analyzer), permitindo ajustes na altura de queda do martelo para atingir os comprimentos previstos, minimizando, assim, o risco de quebra das estacas e controlando as tensões durante a cravação. 2) Definição dos Critérios de Cravação: Os critérios de cravação foram estabelecidos com base nos valores de nega e repique medidos pelo PDA ao final da cravação de cada estaca. 3) Validação das Premissas de Projeto: Após a cravação, foram realizados ensaios dinâmicos na recravação para confirmar as premissas de projeto e assegurar o atendimento das cargas especificadas. Já no final da cravação, o cravabilidade com o PDA indicou que as estacas já atendiam ao dobro da carga de trabalho com desempenho muito parecido com o caso de obra descrito por Cabette e Murakami (2024). Nos primeiros 22 metros, o diagrama de cravação indicava valores baixos, entre 1 e 18 golpes. Já no final da cravação, entre 25 e 30 m, ocorria diminuição brusca da nega, atingindo na maioria dos casos negas menores que 5 mm para 10 golpes. Com base na cravabilidade com o PDA, adotou-se o critério de cravação com nega menor que 10 mm /10 golpes. As alturas de queda foram: 1) 40 cm para a estaca 26,5×26,5 cm; 2) 50 cm para a estaca 29,5×29,5 cm. O estudo alternativo permitiu uma redução de concreto e aço no estaqueamento da ordem de 35%, garantindo um desenvolvimento sustentável nas fundações.
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