Anais científicos
SEFE11
Trabalho
Científico
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A recravação de estacas cravadas, como as pré-moldadas, é realizada para corrigir ou melhorar o desempenho da fundação, sendo necessária em alguns casos. Um dos motivos seria a capacidade de carga insuficiente, verificada por meio de Provas de Carga Estática (PCE) ou Ensaios de Carregamento Dinâmico (ECD). Quando a estaca não atinge a carga de projeto, a recravação pode aumentar a resistência por atrito lateral e ponta. Outro cenário que demanda recravação é o levantamento de estacas vizinhas. Durante a cravação, a vibração e o deslocamento do solo podem causar o levantamento de estacas já cravadas, reduzindo sua capacidade de carga. A recravação dessas estacas levantadas restaura sua capacidade de carga original. O terceiro caso seria a relaxação do solo, associada à diminuição da carga na ponta da estaca ao longo do tempo devido à variação da pressão neutra. A recravação, nesses casos, também restaura a capacidade de carga. Já em estacas moldadas in loco, a cravação de estacas não é usual. As mesmas são dimensionadas para suportar às cargas de projeto sem que se use o artifício de cravação. Entretanto, Alonso (2024) cita alguns casos de obra onde se utilizou deste artifício quando as estacas moldadas in loco não atingiram a carga de projeto com o fator de segurança esperado. As estacas foram monitoradas com o PDA (Pile Driving Analyzer), permitindo verificar as tensões durante a aplicação dos golpes, além de verificar o acréscimo de carga mobiizada (RMX) em função co acréscimo de comprimento. Este artigo tem como objetivo mostrar um caso de obra em estacas hélice contínua onde se realizou o monitoramento da cravação de uma das estacas que havia apresentado menor RMX em relação às demais durante o ECD. Trata-se de uma obra de edifício residencial em São Paulo, SP. O projeto previa estacas de diâmetro 60 cm para 140 tf e 70 cm para até 190 tf. Os comprimentos executados foram de 10 m nas estacas de diâmetro 60 cm e 12 m nas de diâmetro 70 cm. Foram realizados ECDs em 10 estacas com martelo de queda livre de 4.000 kg. O resumo dos resultados foram: Estacas de diâmetro 60 cm Estaca: P117; P102; P110; P108; P01 RMX (tf): 264; 301; 334; 296; 95; Nega (mm/golpe): 5; 3; 3; 6; 10; Estacas de diâmetro 70 cm Estaca: P17; P33; P24; P46; P113 RMX (tf): 280; 387; 412; 389; 395 Nega (mm/golpe): 3; 2; 3; 2; 3; Nota-se que a estaca P01 de diâmetro 60 cm atingiu apenas 95 tf, mesmo com nega bastante elevada de 10 mm. Nesta estaca foi realizado o monitoramento da cravação com o PDA para verificar a possibilidade de aumento da carga. O comprimento aumentou de 10,0 m para 11,30 m. Mesmo com este acréscimo de 1,30 m, o RMX foi praticamente o mesmo que aos 10,0 m. Este acréscimo de comprimento se limitou ao comprimento do prolongamento que foi dimensionado apenas para o ensaio e não para a cravação dinâmica da estaca à fim de atingir comprimentos maiores.
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