Anais científicos
SEFE11
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O artigo apresenta a solução de fundações de uma obra de Estação de Tratamento de Esgoto, em Campinas, SP. O projeto inicial previa fundações profundas através de estacas pré-moldadas com seções circulares de diâmetro 25 cm para até 25 tf e diâmetro 30 cm para até 35 tf. Os comprimentos estimados eram entre 6 m e 8 m de profundidade, cravados até a nega. As sondagens indicavam uma camada superficial de colúvio de argila arenosa da ordem de 6,0m, seguida de solo de alteração de rocha de argila silto arenosa e areia argilosa, atingindo profundidades entre 7,30m e 9,35m. Os ensaios atingiram o impenetrável à ferramenta de percussão. O nível d’água foi detectado aos 8,50m. Em uma das sondagens o mesmo não foi encontrado até o limite do ensaio (7,30m). Por restrições orçamentárias, a empresa responsável pela obra solicitou uma otimização de custos nas fundações. Com base nas informações disponíveis e pela experiência dos autores em obras semelhantes (Murakami e Cabette, 2023a), foram analisadas estacas pré-moldadas quadradas de seções 19,5×19,5 cm para até 25 tf e 23,5×23,5 cm para até 35 tf. Idealizou-se a cravação das estacas com martelo de queda livre de 2.800 kg. Ainda na fase de projeto, a estimativa da capacidade de carga das estacas foi através do Método Aoki & Velloso (1985). Como haviam sondagens onde a ponta da estaca poderia estar apoiando em argila ou areia, adotou-se o pior caso que seria considerar a estaca apoiando em argila, resultando em menor capacidade de carga, à favor da segurança. Em campo, adotou-se o procedimento apresentado por Cabette e Murakami (2023), o que permitiu uma melhor definição dos critérios de cravação das estacas, assim como um controle rigoroso da cravação das estacas para atendimento das cargas do projeto. As etapas foram: 1) monitoramento da cravação da estaca através do PDA (cravabilidade), permitindo uma melhor definição da altura de queda para atingir os comprimentos, minimizando o índice de quebras de estacas e as tensões na cravação; 2) Definição dos critérios de cravação das estacas com base na nega e repique obtidos no final da cravação com o PDA; 3) Realização de PDA na recravação e Prova de Carga Estática para confirmação das premissas de projeto. Nas estacas prova, a cravabilidade das estacas indicou adotar nega menor que 10 mm com as seguintes alturas de queda: 1) 30 cm para a estaca 19,5×19,5cm; 2) 40 cm para a estaca 23,5×23,5 cm. Já no final da cravação, o PDA indicou mobilização da carga de projeto maior que o dobro. Neste caso, aumentar a altura de queda, o que pode ser necessário em alguns casos de obra (Murakami e Cabette, 2023b), seria desnecessário nesta obra. Tal procedimento minimizou significativamente o índice de quebras que foi apenas 0,3%, além de otimizar o projeto de fundações com redução de concreto e aço em cerca de 22% (sustentabilidade). Os procedimentos descritos anteriormente viabilizaram a obra para a empresa responsável pela obra, deixando todos os envolvidos satisfeitos com a solução adotada (construtora e cliente final).
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